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Febre amarela: mais informação, menos desespero

Até agora, todos os casos de febre amarela registrados no Brasil são do tipo silvestre, ou seja, aconteceram pela picada do mosquito Haemagogus, que vive em mata fechada. Este mosquito pica um macaco com a doença e adquire o vírus. Passados alguns dias, transmitem a febre amarela para outros macacos ou humanos, desde que estes frequentem a área silvestre.

 

Existe um outro tipo de febre amarela, a urbana, que é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, porém, está não ocorre no Brasil desde 1942. Ou seja, as pessoas contaminadas com a febre estão sendo picadas pelo mosquito Haemagogus em zonas de mata fechada   e não nas cidades. Por aqui, a doença só vai realmente se espalhar caso uma pessoa infectada pelo mosquito silvestre seja picada pelo Aedes e este passe a disseminar o vírus para outros indivíduos.

 

Isso não quer dizer que a população toda não precise se vacinar, pelo contrário. No entanto, com as doses ainda reduzidas, é preciso atender primeiro quem realmente corre risco: pessoas que moram nas áreas de mata fechada, ou que tenham viagem marcada para estes lugares.

 

Se você se afobar para tomar a vacina “sem necessidade”, quem precisa de verdade acaba ficando sem, aí sim o risco do ciclo urbano pode começar.

 

A partir do próximo dia 25 de janeiro, a campanha de vacinação contra a febre amarela será estendida e todos poderão se vacinar, independentemente de estarem nas zonas mais críticas ou não.

 

Informações importantes

  • Doença não é contagiosa
  • Não é transmitida de humanos para humanos ou de macacos para humanos
    (os macacos também são vítimas, além disso eles ajudam a indicar onde está o vírus)
  • O vírus só vai chegar nas cidades se houver um ciclo urbano, mas ele sempre começa pelas áreas de mata.

 

Quem pode tomar a vacina

Pessoas entre nove meses e 59 anos de idade que não tenham contraindicação.
Idosos com mais de 60 anos devem solicitar autorização médica para serem vacinados.

 

Quem não pode

  • Pessoas com o sistema imunológico comprometido (neste grupo encontram-se pacientes com AIDS, câncer, anemia, lúpus e diabetes descontrolada).
  • Gestantes (as que vivem em área de extremo risco recomenda-se consultar um especialista para analisar se a vacina está autorizada ou não)
  • Quem tem alergia grave a ovo
  • Bebês com menos de seis meses
  • Mães lactantes com filhos de até seis meses (necessitam de avaliação individual)

 

Protegendo a todos!

Se você realmente está preocupado com a sua saúde, dos seus familiares e amigos, não permita que o mosquito Aedes Aegypti procrie, não deixe água parada, use repelente. Assim, além de evitar uma possível epidemia de febre amarela urbana, é possível prevenir a dengue, zika e chikungunya.